Eu vejo a felicidade pela minha janela, tão perto tão linda, mas não consigo alcançá-la. Há uma barreira invisível que me pede de alcançá-la. Minha janela é alta, de cima eu vejo a felicidade com perfeição, eu quero muito senti-lá, meu corpo estremece, meu coração acelera, minhas mãos soam, eu quero muito essa tal felicidade. Eu possuo azas, eu poço voar, eu não me machucarei ao descer de onde estou, eu poderia ir cantando e levar mais felicidade para o restante das pessoas que estão lá embaixo cantando. Mas, não posso, a barreira invisível me impede, minhas azas não me servem, meu conto paralisa, as lágrimas vem, a tristeza vem junto e os cortes também. Querem que eu cante, que traga felicidade de onde estou, mas onde eu vivo, aqui em cima, é tudo muito triste, minha voz não saí, não há motivos para cantar, não há porquê de ser feliz. Mas eu tento me conformar, tento pensar que um dia a barreira cessará, quando os anjos do mal já não existirem mais. E enquanto isso eu sofro, eu choro, eu me corto na esperança que pelo sangue escorra toda a minha infelicidade.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Pássaro preso.
Eu vejo a felicidade pela minha janela, tão perto tão linda, mas não consigo alcançá-la. Há uma barreira invisível que me pede de alcançá-la. Minha janela é alta, de cima eu vejo a felicidade com perfeição, eu quero muito senti-lá, meu corpo estremece, meu coração acelera, minhas mãos soam, eu quero muito essa tal felicidade. Eu possuo azas, eu poço voar, eu não me machucarei ao descer de onde estou, eu poderia ir cantando e levar mais felicidade para o restante das pessoas que estão lá embaixo cantando. Mas, não posso, a barreira invisível me impede, minhas azas não me servem, meu conto paralisa, as lágrimas vem, a tristeza vem junto e os cortes também. Querem que eu cante, que traga felicidade de onde estou, mas onde eu vivo, aqui em cima, é tudo muito triste, minha voz não saí, não há motivos para cantar, não há porquê de ser feliz. Mas eu tento me conformar, tento pensar que um dia a barreira cessará, quando os anjos do mal já não existirem mais. E enquanto isso eu sofro, eu choro, eu me corto na esperança que pelo sangue escorra toda a minha infelicidade.
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